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Guia · Educativo

A peste, explicada sem alarmismo

O que é, como se transmite, como se trata e porque continua a existir no século XXI.

Bubónica

A forma mais comum. Transmite-se pela picada de pulgas infetadas. Gânglios linfáticos inchados e dolorosos (bubões), febre, arrepios. Não passa diretamente de pessoa para pessoa.

Pneumónica

Infeção dos pulmões. A forma mais grave e a única transmissível entre pessoas, por gotículas respiratórias. Período de incubação curto (1 a 3 dias). Fatal sem tratamento precoce.

Septicémica

A bactéria espalha-se pelo sangue. Pode surgir de raiz ou como complicação da bubónica. Febre, choque, hemorragias e necrose (escurecimento) de extremidades.

O que é a peste?

A peste é uma doença infeciosa causada pela bactéria Yersinia pestis, que circula sobretudo entre pequenos mamíferos (roedores) e as suas pulgas. Os humanos são infetados acidentalmente — por picada de pulga, contacto com animais infetados ou, no caso da forma pneumónica, por gotículas de outra pessoa doente.

Sintomas

  • Febre súbita, arrepios, dores de cabeça e no corpo, fraqueza.
  • Bubónica: gânglios inchados e dolorosos (virilha, axila, pescoço).
  • Pneumónica: tosse, falta de ar, dor no peito, por vezes expetoração com sangue.
  • Septicémica: náuseas, dor abdominal, hemorragias, choque.

Tratamento

Segundo a OMS, a peste é tratável com antibióticos comuns quando diagnosticada cedo. A rapidez é decisiva, sobretudo na forma pneumónica. Contactos próximos de doentes podem receber profilaxia antibiótica por indicação médica.

História: a Peste Negra

A pandemia do século XIV, conhecida como Peste Negra, matou uma parte muito significativa da população europeia entre 1347 e 1351. Houve ainda a Peste de Justiniano (século VI) e a terceira pandemia, iniciada na China no século XIX, durante a qual a bactéria foi identificada (1894).

Casos modernos

A peste continua endémica em vários países. A OMS refere Madagáscar, a República Democrática do Congo e o Peru entre os mais afetados, e há casos esporádicos nos EUA, Ásia Central e Mongólia. Na Rússia existem focos naturais monitorizados por institutos anti-peste, como o de Irkutsk.

Fonte principal: OMS — Plague fact sheet. Este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento médico.

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